O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o Estado pode apoiar a comunicação social sem criar dependências. A intervenção ocorreu durante o Congresso de Jornalismo do Jornal do Fundão, em Castelo Branco, este sábado.
Leitão Amaro defendeu que é preciso acompanhar os desafios da sustentabilidade da imprensa, com transformação digital e mudanças nos hábitos de consumo. A sua posição parte da premissa de evitar pressões políticas indevidas sobre a comunicação.
O governante recordou várias medidas já em prática, incluindo o aumento do financiamento à distribuição postal, com até 80% do custo pago, além de apoios à distribuição regional de jornais e imprensa local.
Posição sobre a Agência Lusa
A Lusa foi descrita como credível e relevante, mas com espaço para crescer. O ministro sugeriu maior presença territorial da agência e maior aproveitamento de conteúdo pela imprensa regional para reduzir custos.
Foi ainda avançada a hipótese de uma parceria mais estreita entre Lusa e a comunicação social regional para apoiar a produção de conteúdos, com potencial financiamento público para reforçar a rede de correspondentes.
Novo contrato de serviço público
O ministro anunciou um reforço de financiamento de dois milhões de euros para a Lusa, para ampliar a presença nacional e internacional. A ideia é tornar a agência um parceiro mais sólido do sector.
Apesar da contestação de trabalhadores, o presidente do conselho de administração destacou que o modelo de supervisão foi reforçado e que há maior escrutínio institucional, incluindo a participação do Parlamento.
Perspectivas para o ecossistema mediático
O Congresso foi marcado pela análise aos impactos do ecossistema digital na imprensa, com ênfase na sustentabilidade económica e na evolução dos modelos de negócio. O debate incluiu a necessidade de soluções conjuntas entre sectores.
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