Um estudo realizado na Universidade Rutgers, nos EUA, analisa como a ausência de orgasmos durante a intimidade molda a perceção de valor do prazer. A pesquisa foi publicada na revista Personality and Social Psychology Bulletin e envolve três estudos com mais de 270 participantes cada.
Os investigadores observaram que, em determinadas situações, as mulheres desvalorizam o orgasmo como componente da satisfação sexual, mas apenas quando o histórico de prazer é baixo ou quando o orgasmo não ocorre com o parceiro atual. Em cenários diferentes, o orgasmo é valorizado.
Nos três eixos do estudo, participaram mulheres de várias orientações sexuais que haviam sido sexualmente ativas no ano anterior e homens heterossexuais e bissexuais. Os cenários criados envolviam um novo parceiro, com referência a orgasmos anteriores e à frequência atual.
Para as mulheres, a desvalorização do orgasmo aparece sobretudo entre aquelas com histórico de prazer baixo. Nestes casos, a responsabilização recai menos no parceiro e mais na própria pessoa, que se culpabiliza pela falta de prazer.
Entre os homens, a valorização do orgasmo da parceira diminui quando ela tem histórico baixo de orgasmos e não o atinge com ele, o que é visto como falha feminina, não masculina.
Os autores destacam os riscos da chamada “armadilha mental” para autoproteção: menor prazer, expectativas reduzidas e acentuação da desigualdade de género na cama. O estudo reforça a ideia de que o orgasmo é valorizado pela maioria das mulheres, inclusive quando não é alcançado com o parceiro atual.
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