Mais de metade das deslocações diárias no Porto são feitas de automóvel, segundo o diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) em elaboração. A Câmara projeta que o transporte público gratuito possa alterar padrões de mobilidade.
Dados apontam que 56,8% das viagens úteis são feitas de carro, enquanto 23,5% utilizam transportes públicos. A restante repartição inclui andar a pé, metro, autocarro, bicicleta, comboio e outros modos.
A proposta de implementação do passe gratuito para toda a área metropolitana foi apresentada pela Câmara do Porto e teve acesso à Lusa. O objetivo é medir impactos e estimar a procura potencial.
Dados-chave
A quota modal do transporte público agrega autocarro, metro e comboio, estimando 23,5% das deslocações dos residentes. Este valor serve como referência metodológica para o universo de utilizadores potenciais.
A autarquia avança que a gratuitidade pode induzir transferência de mobilidade do transporte individual para o público. Foram considerados três cenários de evolução: conservador, intermédio e otimista.
Custos e cenários
A proposta prevê custos totais anuais de cerca de 20,5 milhões de euros para 2026, com variação conforme cenários. Em 2027, a dotação sobe para 18,7 milhões, e em 2028 fixa-se em 1,8 milhões.
O número de utilizadores estimados é de cerca de 59.381, correspondente a 23,5% da população residente de 2025 (252.687). Jovens até 23 anos não entram no universo, por já beneficiarem de passes gratuitos.
O estudo prevê custos anuais até 33,2 milhões de euros no cenário otimista, ou 21,9 milhões no cenário com mais 5% de quota pública. Em caso de aumento de 20%, podem chegar a 26,2 milhões.
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