O novo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou não ter havido cedência à pressão mediática no caso de um detido preventivamente por ter atirado um cocktail molotov numa manifestação, agora indiciado por crimes de terrorismo.
Segundo Carlos Cabreiro, a PJ cede aos factos e ao caminho da investigação, não à pressão. O timing da ação, referido como conveniente, visou obter indícios suficientes para sustentar a detenção e a manutenção em prisão preventiva.
A intervenção ocorreu após a tomada de posse de Cabreiro, no Salão Nobre do Ministério da Justiça, na presença da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do procurador-geral da República, Amadeu Guerra, e do antecessor Luís Neves, atual ministro da Administração Interna.
O detido permanece em detenção preventiva, concluíram as autoridades, que indicam indícios suficientes para sustentar a acusação de terrorismo, com o processo a decorrer sob a alçada das autoridades competentes.
A cerimónia de tomada de posse encerrou-se sem declarações adicionais, mantendo o foco na formação da nova direção da PJ e nos contornos do caso investigado pela força policial.
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