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Bispos portugueses expressam solidariedade ao Papa em tempos de tensões

Bispos portugueses expressam plena comunhão com o Papa Leão XIV na viagem à África, em tempo de tensões internacionais, destacando o apelo à paz e à dignidade de cada pessoa

Leão XIV
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Os bispos católicos portugueses manifestaram hoje plena comunhão e solidariedade com o Papa Leão XIV, durante a sua viagem apostólica a África, em pleno contexto de tensões internacionais. A posição foi divulgada pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) após a assembleia plenária realizada em Fátima.

O comunicado final da CEP enfatiza que o Papa iniciou, na segunda-feira, a visita apostólica com uma mensagem de denúncia da corrupção e de apelo à construção da paz em cenários marcados pela violência e pela injustiça. O texto foi lido pelo secretário da CEP, Padre Manuel Barbosa.

Na mensagem, a Igreja afirma que, num período de tensões globais, o Papa oferece um testemunho corajoso de peregrinação pela paz, buscando uma convivência fraterna entre povos baseada na justiça e na dignidade de cada pessoa. Transmite ainda a ideia de que o Papa fala com a autoridade do Evangelho, convidando crentes e não crentes ao diálogo, à reconciliação e à fraternidade.

Contexto internacional

Entre fontes internacionais, Donald Trump criticou publicamente o Papa, caracterizando a atividade do líder religioso como pouco eficaz em política externa e sugerindo que deve evitar alinhamentos com determinadas correntes políticas. A situação gerou reação diplomática e colocou o debate sobre o papel de uma figura religiosa em assuntos de Estado em evidência.

Ainda nesse desenrolar, o Papa Leão XIV respondeu sem recuar, afirmando que não teme pressões externas e que tem o dever moral de se manifestar a favor da paz. Em pleno voo entre Roma e Argel, onde iniciou a atuação africana, o Papa enfatizou aos jornalistas uma mensagem de que não pretende entrar em debates, mantendo o compromisso de defender a paz.

O próprio líder religioso reiterou que a mensagem central continua firme: a promoção da paz, por meio da diplomacia e do diálogo entre nações. A viagem de 11 dias envolve quatro países africanos, com foco em denunciar abusos, apoiar vias de reconciliação e chamar a comunidade internacional à cooperação em prol de soluções justas.

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