O Estreito de Ormuz permanece bloqueado, gerando preocupação internacional. A frustração de atores-chave é patente, com aliados dos EUA a pedir suspensão do bloqueio e a valorizar a retoma das negociações entre Washington e Teerã para restabelecer a navegação no Golfo.
Entre os signatários, destacam-se Coreia do Sul, China, França, Itália, Reino Unido, Rússia e Arábia Saudita. Eles defendem a suspensão imediata do bloqueio, citando impactos na crise energética global e na disponibilidade de fertilizantes, agravando riscos para culturas agrícolas em várias regiões, sobretudo em África.
As previsões do FMI apontam para um aumento de 21,4% nos preços médios do petróleo este ano, devido a interrupções de produção e transporte na região. Os impactos sobre o gás natural também são apontados como elevados, com possibilidade de agravamento se a situação no estreito persistir.
Para responder à crise, é prevista uma videoconferência na sexta-feira, com a participação de Emmanuel Macron, Keir Starmer e outros países que não estão envolvidos no conflito. O objetivo é discutir uma missão multilateral e puramente defensiva para restabelecer a liberdade de navegação, ainda sem detalhes sobre o formato operativo.
A iniciativa visa, ainda, criar condições para o retorno da navegação pelo estreito, quando as condições de segurança o permitirem. O diálogo ocorre num momento de intensificação dos apelos internacionais por uma solução pacífica e negociada entre as partes envolvidas na região.
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