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Impasses em Ormuz geram espera cautelosa com início do bloqueio dos EUA

Bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz inicia-se cauteloso, com a China a anunciar acordo de trânsito com o Irão e tensões a manter-se

ARQUIVO: O contramestre de 3ª classe da Marinha dos EUA fica de vigia a bordo do USS Paul Hamilton no Estreito de Ormuz, 19 de maio de 2023
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O bloqueio dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz começou com 15 navios de guerra a controlar a passagem de navios, incluindo portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O cessar-fogo entre EUA e Irão permanece frágil mas em vigor.

Trump afirmou que o Irão fez contactos para um acordo, após conversações fracassadas no Paquistão. O tom foi de abertura, mas sem desativar o bloqueio, que continua a ser monitorizado de perto pelas partes envolvidas.

O Paquistão informou que está a facilitar uma nova ronda de negociações entre Washington e Teerão. Enquanto isso, os EUA dizem que vão permitir a navegação para portos não iranianos, mantendo o foco no tráfego ligado ao Irão.

A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) avisou que todo o tráfego está sob o controlo das forças iranianas, advertindo que qualquer passo em falso pode gerar respostas no estreito. Analistas sublinham a gestão do corredor pela Irão.

Segundo o ISW, a Marinha dos EUA tenta impedir a entrada e saída de navios aprovados pelo Irão, que aderem ao esquema de proteção imposto pelo regime, com minas como ameaça reportada em determinadas áreas.

No eixo China–Irão, Pequim anunciou um acordo para assegurar a passagem de combustíveis através de Ormuz, alertando os EUA para não interferirem. Dong Jun, ministro da Defesa chinês, afirmou que o Irão controla o estreito.

O petroleiro chinês Rich Starry passou por Ormuz pela manhã, vindos de Sharjah, nos Emirados, mas com destino à China. Outros dois navios-tanque com destino à China tentaram passar, mas recuaram, segundo dados de navegação.

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