Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, comparou esta terça-feira o governo alemão, chefiado por Friedrich Merz, ao regime nazi. A afirmação tocou na alegação de que Berlim já não deveria ditar aos judeus onde poderiam ou não viver.
A reação ocorreu na esteira de Merz ter expressado oposição à anexação prevista pela imprensa israelita da Cisjordânia. O ministro israelita afirmou que os dias em que a Alemanha ditava condições aos judeus já terminaram, e que não permitirão que os judeus vivam em guetos nem na sua própria terra.
Smotrich comunicou a mensagem através das redes sociais, dizendo que os dias em que alemães ditavam onde os judeus podiam viver acabaram e não vão regressar. A publicação gerou reação internacional, num momento de tensões regionais e debates sobre a política israelita na Cisjordânia.
Contexto e reação internacional
A polémica envolve declarações de alto tom entre dirigentes de Israel e da Alemanha, num contexto de discussão sobre a situação na Cisjordânia e as relações entre os dois países. Não há indicação de retaliações diplomáticas imediatas. As declarações destacam-se pela utilização de referências históricas sensíveis.
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