Foram analisados dados de mais de 200 mil adultos de 23 países, num estudo da Universidade de Harvard sobre os efeitos do perdão na saúde mental. A investigação decompõe-se em várias temáticas, incluindo emoções, qualidade de vida e bem-estar psicológico.
O estudo acompanhou participantes ao longo de uma segunda avaliação, um ano após a primeira fase, para medir alterações que possam decorrer do perdão. A equipa pretende avançar com novas fases para aprofundar os impactos a longo prazo.
Resultados preliminares sugerem que o perdão se associa a menor depressão, maior bem-estar e maior satisfação pessoal. O comportamento de perdoar pode influenciar a forma como lidamos com conflitos quotidianos, apontam os investigadores.
Contexto e interpretação
Os investigadores destacam que pessoas que perdoam tendem a ser mais gratas e generosas, com maior propensão para ajudar os outros. Contribui para relações mais estáveis e para uma maior coesão social, segundo a análise.
A investigação abrange 23 países, com amostra distribuída quase igualmente entre homens e mulheres, e com os níveis de perdão variando entre continentes. A África do Sul registou os valores mais altos, enquanto Japão e Turquia apresentaram os índices mais baixos.
Observações finais
Os autores lembram que o contexto pessoal é decisivo e não deve ser desvalorizado na leitura dos resultados. O estudo continua em curso para explorar efeitos em comportamentos a longo prazo e em áreas mais profundas da saúde mental.
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