O ministro da Educação expressou neste sábado o profundo pesar pela morte da pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, aos 84 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada. A perda é considerada uma ausência marcante para a educação em Portugal.
Emília Brederode dos Santos presidiu o Conselho Nacional de Educação entre 2017 e 2022 e desenvolveu uma carreira dedicada a iniciativas de melhoria educativa. O ministro, que se encontrava no Porto, destacou a figura como incontornável para o sistema educativo nacional.
Nascida a 21 de março de 1942, em Campo de Ourique, Lisboa, Brederode dos Santos teve um percurso humanista ligado ao Ministério da Educação e à RTP, onde se dedicou a programas educativos. Foi também figura central em várias entidades ligadas à educação.
Ao longo da sua trajetória, ocupou cargos relevantes na Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e liderou o Instituto de Inovação Educacional entre 1997 e 2002. Destacou-se pela produção de conteúdos educativos para televisão.
Na RTP, desempenhou funções como diretora pedagógica de quatro séries do programa Rua Sésamo e coordenou publicações de educação para os direitos humanos. Foi autora de obras e contributos para a educação mediática.
Antes de exercer funções no Ministério da Educação, colaborou em programas televisivos e radiofónicos como Falar Educação e Cá fora também se Aprende. Em 2016 coproduziu formação e manuais sobre Educação para os Media.
Brederode dos Santos integrou várias organizações ligadas à educação pela arte e ao ensino artístico, tendo sido condecorada com a Ordem da Instrução Pública. Recebeu ainda distinções da Boston University e da Universidade de Genebra.
A sua vida pública foi marcada pela oposição à ditadura, conforme assinalado pelo Presidente da República, que a descreveu como mulher do 25 de Abril, ligada à defesa da liberdade e da educação como acto político.
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