O anúncio dos EUA de bloquear portos iranianos e o Estreito de Ormuz ocorreu após falhas nas negociações entre Washington e Teerão no Paquistão. A medida foi anunciada pelo Governo dos EUA para segunda-feira à tarde, com o objetivo declarado de impedir rotas de navegação iranianas.
As forças armadas dos EUA disseram que o bloqueio abrangeria todos os portos iranianos, no Golfo Pático e no Golfo de Omã, iniciando às 14h00 GMT. Navios não iranianos poderiam ainda transitar pelo Estreito de Ormuz sem impedimentos.
A decisão acontece depois de a delegação iraniana ter abandonado Islamabad e de o vice-presidente dos EUA ter rompido as negociações. O Ocidente teme que o bloqueio agrave o conflito em curso pela região.
Bolsa e petróleo reagiram rapidamente. Os preços do crude subiram, com os contracts WTI e Brent a ultrapassar os 100 dólares por barril, refletindo a incerteza geopolítica.
O Paquistão, mediador, manteve o papel de facilitador do diálogo, apelando ao respeito do cessar-fogo de duas semanas. Analistas destacam o risco de escalada militar no Golfo e impacto económico global.
O presidente da Assembleia iraniana afirmou que Teerão não cederá a pressões, enquanto o chefe da marinha classificou a ameaça como infundada. Do lado norte-americano, o Comando Central frisou conduta imparcial para navios de várias nações.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão atribuiu o fracasso às exigências máximas e à mudança de objetivos, apontando a poucos centímetros a possibilidade de acordo. Trump não descartou manter negociações futuras.
Entre na conversa da comunidade