O oftalmologista Eugénio Leite explica que, para além do aspeto estético, os óculos de sol cumprem um papel de proteção ocular. A escolha deve considerar a prevenção de doenças a longo prazo, o controlo de olhos secos e alergias, bem como a melhoria da qualidade visual.
A prioridade fica na proteção solar: lentes com filtragem UV a 100% (UV400) que bloqueiem UVA e UVB. A densidade da lente deve situar-se entre as categorias 2 e 3, sendo a 3 a mais indicada para sol intenso e a 4 não adequada à condução. A qualidade óptica evita distorções e fadiga ocular, e a polarização reduz encandeamento.
As armações devem ser envolventes, com proteção lateral contra luz e vento, para reforçar a proteção. A exposição solar cumulativa aumenta o risco de catarata, degenerescência macular e pterígio, pelo que a recomendação é usar óculos de sol o ano inteiro, especialmente na praia, na neve ou durante condução prolongada.
Tipos de lentes: opções e trade-offs
No que diz respeito a lentes de contacto com óculos de sol, o médico diz que ambas as opções são válidas consoante o perfil do utilizador. As lentes de contacto permitem um campo visual total e são adequadas para desporto, mas exigem higiene rigorosa e podem ter desvantagens em ambientes secos.
Para quem prefere óculos de sol graduados, esta opção tende a ser mais segura e confortável, especialmente em casos de olho seco, sem manipulação ocular frequente e melhor desempenho em ambientes adversos. Contudo, incluem menor versatilidade e um campo visual mais limitado.
As lentes progressivas apresentam vantagens ao permitir visão de longe, intermediária e leitura sem ter de trocar de óculos. No entanto, requerem adaptação mais exigente, o que pode impactar o utilizador no início.
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