Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Metrobus no Porto: expectativa frente à realidade

Do anúncio de um eixo central ao funcionamento com cinco veículos, atrasos e via partilhada, o metrobus enfrenta críticas sobre a promessa e a realidade

Megafone P3
0:00
Carregando...
0:00

O Metrobus do Porto, iniciado com grande aparato mediático, entrou em funcionamento na linha Boavista–Império a 28 de Fevereiro deste ano. A promessa inicial era a implementação de uma solução de mobilidade verde entre o centro da cidade e Matosinhos, com canal exclusivo e alta capacidade de passageiros.

Ao longo dos últimos anos, o projeto gerou várias polémicas e dúvidas sobre a sua execução, custos e prazos. As primeiras informações destacaram a necessidade de uma ligação entre o centro do Porto e Matosinhos, passando pelo Campo Alegre, mas o plano foi alterado sem explicação pública clara.

Orçamento, prazos e alterações

O custo total do projeto acabou por fixar-se em 76 milhões de euros. Inicialmente, o lançamento previu 66 milhões de euros financiados pelo PRR, com conclusão prevista para 2023. Em 2022, foi anunciada uma adjudicação de 25 milhões de euros, com uma extensão Boavista–Anémona em construção.

Situação atual do serviço

A promessa era de 12 veículos articulados com capacidade entre 180 e 220 passageiros e frequências de cinco minutos em hora de ponta, em canal segregado. Atualmente circulam cinco veículos de menor capacidade (cerca de 130 lugares) com frequência de cerca de 10 minutos, em via partilhada com automóveis durante parte do trajeto.

Estrutura operacional e financiamento

A decisão de alterar o eixo de operação foi tomada pela Metro do Porto, com a justificação de constrangimentos no trajeto original. A mudança deslocou o eixo para a Boavista, mantendo, segundo os responsáveis, a função de serviço público prioritário. O veículo utilizado mantém-se movido a hidrogénio.

Perspetivas e orçamento público

Ainda não é possível avaliar de forma conclusiva o impacto do Metrobus na mobilidade portuense. O caso evidencia desafios na gestão de grandes projetos públicos, nomeadamente em termos de envolvimento da sociedade civil e do alinhamento entre promessas e resultados.

A análise à evolução do Metrobus exige acompanhamento atento aos próximos passos, para aferir se os objetivos de mobilidade, custos e prazos são cumpridos de forma transparente e rigorosa pela gestão pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais