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Três padrões que elevam o risco de adição ao trabalho entre as mulheres

Três padrões femininos elevam o risco de adição ao trabalho, entre perfeccionismo, fuga da ansiedade e validação externa, sobretudo em áreas de cuidado

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Três padrões femininos colocam as mulheres em maior risco de adição ao trabalho. A terapeuta Ângela Rodrigues explica que a relação com o trabalho pode tornar-se disfuncional em contextos de alta exigência. Este fenómeno não se esgota em categorias; foca-se em tendências comportamentais que elevam o risco. A especialista destaca que a adição ao trabalho não depende de um único perfil, mas de traços de personalidade que favorecem a dependência em determinadas situações.

A psicóloga descreve como o perfeccionismo e o sentido de dever podem transformar o trabalho num reflexo do valor pessoal. A autoexigência desmedida alimenta um ciclo de autoavaliação severa, em que a excelência não tem um ponto final.

Além disso, a fuga do vazio surge como mecanismo de coping. O trabalho funciona como proteção contra ansiedade e a necessidade de controlo, oferecendo uma sensação de ocupação contínua que oculta sentimentos de insegurança.

Um terceiro eixo envolve a busca de reconhecimento externo. A autoestima passa a depender do sucesso profissional e do feedback positivo, gerando uma dependência que pode comprometer o bem-estar emocional.

Padrão 1: perfeccionismo e autoexigência

O comportamento de buscar constantemente a perfeição leva a uma identificação entre valor pessoal e desempenho profissional. Em contextos de alta pressão, pode emergir uma relação disfuncional com o trabalho. Profissionais com forte responsabilidade e dever podem estar mais vulneráveis a este padrão.

Padrão 2: fuga como mecanismo de coping

A ocupação permanente é utilizada para gerir ansiedade e necessidade de controlo. Este refúgio pode criar uma ilusão de segurança e alimentar a dependência do trabalho, em detrimento de outras fontes de bem-estar.

Padrão 3: reconhecimento externo e autoestima profissional

A construção da identidade passa pelo sucesso e pelo feedback. Quando o bem-estar depende exclusivamente da carreira, pode surgir uma dependência que agrava a pressão e a vulnerabilidade emocional.

Ambientes de alta competitividade e a prática de trabalho 24/7 foram apontados como fatores que normalizam a disponibilidade excessiva. O empreendedorismo é citado como terreno fértil para que a empresa se torne uma extensão da mulher, dificultando o desligar.

Alguns setores mostraram maior predisposição ao risco, especialmente vocacionais de cuidado, como saúde e educação. A dificuldade em estabelecer limites e um senso de responsabilidade extremo podem mascarar-se como dedicação.

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