O Paquistão prepara-se para acolher negociações entre Estados Unidos e Irão sobre uma solução para a guerra e para o Estreito de Ormuz. Islamabad recebeu já indicações de que Teerão pode participar, mesmo diante de incertezas após troca de tiros entre Israel e o Hezbollah que colocou em causa as tréguas.
As negociações, que devem realizar-se na capital paquistanesa, visam temas sensíveis como o enriquecimento nuclear de Teerão e o livre fluxo de comércio através do Estreito de Ormuz. A participação iraniana depende, segundo fontes oficiais, do cumprimento do cessar-fogo em várias frentes.
Enquanto as conversas se preparam, os Estados Unidos deverão encabeçar a delegação que incluirá o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. A composição final aguarda confirmação, dependendo do formato acordado.
O Irão sinalizou que a participação depende do respeito pelos compromissos de cessar-fogo, especialmente no Líbano. Em ligação com o tema, Teerão afirma que o Líbano é parte integrante do acordo, o que influencia a viabilidade das negociações em território paquistanês.
Situação no Líbano e impactos regionais
Na quinta-feira, ataques de Israel ao Líbano intensificaram-se, colocando o cessar-fogo em risco. A violência violou o contexto de discussões para reforçar a paz na região, ainda que autoridades americanas mantenham o plano de negociações paralelas com o Líbano.
O governo libanês e o outro lado — Israel — não confirmaram publicamente as negociações, embora haja indicações de diálogo direto sobre desarmamento do Hezbollah. Beirute exige uma trégua antes de avançar com qualquer negociação.
Em paralelo, as autoridades paquistanesas reforçam a segurança nas principais zonas de Islamabad, com cortes de vias para receber as delegações. O país tem defendido a inclusão do Líbano no cessar-fogo, posição que difere da de Israel.
Desdobramentos estratégicos
O tema do Estreito de Ormuz continua no centro das divergências. O estreito é estratégico, conectando o Golfo a rotas globais, com implicações para o abastecimento de petróleo e gás. A tensão entre EUA e Irão alimenta apreensão nos mercados mundiais.
O chanceler alemão expressou preocupação com a possibilidade de que deterioração no Líbano comprometa o processo de paz. Outros parceiros internacionais acompanham com cautela os próximos passos das negociações no Paquistão.
A imprensa internacional acompanha o envio de mensagens de alto nível entre as partes, ainda que não haja confirmação oficial de uma data definitiva para a reunião. As autoridades envolvidas reiteram a importância de manter o cessar-fogo e evitar novas escaladas.
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