O Sindicato dos Jornalistas expressou preocupação com os impedimentos crescentes ao trabalho de fotojornalistas em concertos, apontando o caso de Rosalía em Lisboa como exemplo. A artista catalã não autorizou a captação de imagens pela imprensa durante os espectáculos na cidade, nesta semana.
Segundo o SJ, a diretiva da organização acompanha de perto a evolução da situação, sublinhando que a entrada de fotojornalistas foi bloqueada e que a comunicação social recebeu apenas imagens fornecidas pelo fotógrafo contratado pela artista. A crítica é de que a prática substitui a linguagem jornalística por conteúdos propagandísticos.
O sindicato destacou a recusa de vários órgãos de comunicação em publicar fotografias promocionais, embora reconheça que essa postura tem-se tornado menos comum nas publicações nacionais. O SJ também aponta para a redução de repórteres fotográficos, com crescente dependência de conteúdos de assessorias, gabinetes de marketing e redes sociais.
Contexto e repercussões
O aumento de artigos online acompanhou-se de uma queda no número de fotógrafos presentes em eventos, o que, segundo o sindicato, eleva o risco de desinformação e de uma narrativa visual controlada por entidades externas ao jornalismo.
Imprensa e conteúdo de fontes externas
O SJ alerta para a possível desvalorização profissional ao recorrer a conteúdos sem mediação jornalística. Em resultado, pode haver menor independência na cobertura de acontecimentos culturais, com impacto no direito dos cidadãos a informação livre, plural e bem fundamentada.
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