Os quatro astronautas da Artemis II reportaram à NASA terem visto brilhos de impacto, pó lunar e novas cores na Lua durante o sobrevoo do satélite. A missão estabeleceu um novo recorde de distância para humanos e prevê o regresso à Terra com aterragem na sexta-feira, junto à costa da Califórnia.
A equipa conversou com a líder do Diretório Científico de Missão da NASA, Kelsey Young, para partilhar memórias da órbita lunar. O objetivo é auxiliar futuras missões de levar humanos à superfície lunar em 2028.
Foram registados pelo menos quatro brilhos de impacto, pó levantado por forças eletroestáticas e mudanças de cor na superfície. Também foi observada a cratera Ohm durante o sobrevoo.
A tripulação utilizou fotografias do lado oculto da Lua, captadas antes do regresso, com a aterragem prevista para sexta-feira. O veículo Orion aproxima-se de terminar o histórico voo.
Nesta terça-feira, os astronautas falaram por rádio com amigos na Estação Espacial Internacional, algo que não ocorreu na era Apollo. A comunicação entre as equipas reforça a integração entre missões.
Christina Koch, a bordo da Artemis II, e Jessica Meir, na ISS, mantiveram contacto a 370 mil quilómetros de distância. Em 2019, Meir participou da primeira caminhada espacial apenas com mulheres.
Foi estabelecido um novo recorde de distância para humanos no espaço, superando o marco de 400.171 quilómetros da Apollo 13 em 1970. A marca foi atingida às 12h57, no fuso horário central da NASA.
A cápsula Orion, da Artemis II, mantém a trajetória de retorno, com a saída da influência lunar já ocorrida nesta terça-feira. A missão é a primeira tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos.
Próximos passos
Os astronautas preparam-se para o desembarque no oceano Pacífico, perto da costa da Califórnia. A equipa permanece em estado de monitorização até a confirmação oficial do aterragem.
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