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Ambulâncias de doentes não urgentes exigem gasóleo profissional

Liga Portuguesa de Ambulâncias exige acesso ao gasóleo profissional para mitigar subida de combustíveis, com possibilidade de redução de serviços ao SNS

Empresas de transporte de doentes não urgentes estimam um aumento de custos em 45%
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A Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA) reivindica o acesso ao gasóleo profissional como forma de mitigar o impacto do aumento recente dos preços dos combustíveis no serviço que presta ao SNS, no transporte de doentes não urgentes. A associação já enviou várias missivas ao Governo, sem obter resposta, e prepara-se para uma reunião esta semana para avaliar medidas adicionais. A possível redução de serviços surge como hipótese.

O presidente da LPA, Álvaro Gil, indica que as cartas foram dirigidas aos ministérios das Finanças, Economia e Saúde, bem como ao Primeiro-Ministro. Em comunicado, a associação alerta para o impacto da exclusão deste sector do apoio, que já beneficia outras áreas, no acesso dos utentes a consultas e tratamentos vitais.

Na prática, o que está em causa é o gasóleo profissional, que ainda não terá sido incluído no conjunto de apoios aprovados recentemente pelo Governo. Na lógica da LPA, o conjunto de medidas, criado por causa do conflito no Médio Oriente, não aborda as transportadoras de doentes não urgentes, o que gera sensação de discriminação comparativamente a outros sectores.

Contexto da medida

Ao preço de segunda-feira, o gasóleo já subiu 54 cêntimos por litro desde o início do conflito, aponta Álvaro Gil. Além disso, citam-se custos acrescidos, como uma taxa adicional por garrafa de oxigénio, que não estavam previstos anteriormente, resultando num aumento global de custos de cerca de 45%.

A LPA afirma que o aumento dos custos não pode ser reposto nos preços pagos pelo SNS, que são tabelados por despacho de 2023. Enquanto o Governo aprovou apoios para várias atividades entre 1 de Abril e 30 de Junho, as empresas de transporte de doentes não urgentes não estão abrangidas, o que agrava a sensação de discriminação.

O que está em jogo

A associação planeia manter as comunicações com o Governo, esperando uma resposta favorável ao pedido de apoio imediato relacionado com combustíveis. Caso contrário, admite explorar opções para assegurar a sustentabilidade económica, incluindo a possível redução de serviços em consultas e deslocações.

Segundo a LPA, o SNS é alvo de cerca de 130 milhões de transportes anuais, representando entre 35% e 40% da atividade no serviço público. O sector contabiliza mais de 110 empresas e mais de 4000 postos de trabalho, que ficam sujeitos a pressões financeiras decorrentes do aumento dos combustíveis.

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