Da missão Artemis II, quatro astronautas romperam o recorde histórico de distância da Terra ao sobrevoar a face oculta da Lua. A operação ocorreu nesta segunda-feira, com a cápsula Orion em curso de retorno, após atingir a esfera de influência lunar. A distância máxima atingida ficou em cerca de 406 772 quilómetros da Terra.
A missão, da NASA, deslocou a tripulação além do ponto alcançado pela Apollo 13 em 1970, superando o recorde por mais de 6 mil quilómetros. O objetivo é testar sistemas da cápsula e recolher dados para futuras missões humanas além da órbita terrestre.
Sobrevoo da face oculta
Ao entrar na órbita da Lua, a Orion passou a observar territórios lunares até então inexplorados, com a distância permitida pela gravidade lunar a facilitar o deslocamento. A equipa relatou que a Lua parecia pequena, visto à distância.
O chefe do laboratório de Geologia Planetária da NASA, Noah Petro, descreveu as imagens como reveladoras, destacando a visão da bacia Orientale, uma cratera gigantesca que só tinha sido registada por imagens de satélite. A equipa mostrou entusiasmo com o registro da cratera vista de perto.
A missão prossegue com o regresso da cápsula à Terra, ainda sem data final anunciada. A autoridades da NASA não comunicaram detalhes sobre horários de reentrada, mas enfatizam a importância científica do sobrevoo para preparativos de missões futuras.
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