Meta enfrenta acusações sem provas de interferência nas eleições na Hungria, feitas por apoiantes do Fidesz. Alegações surgiram durante a campanha para as eleições de 12 de abril, com a plataforma acusada de censurar conteúdos pró-Fidesz. A meta da plataforma é negar qualquer limitação a contas ou publicações
O coordenador de campanha do Fidesz, Balázs Orbán, afirmou que tem recebido relatos de usuários que não conseguem colocar gosto em conteúdos do partido no Facebook nos últimos dias. A equipa de verificação de fatos cubo informou não ter encontrado evidências credíveis que sustentem as alegações.
As acusações ganharam fôlego com uma publicação na rede X do comentador Mario Nawfal, que dizia que o Facebook estaria a restringir publicações de Orbán antes das eleições. Nawfal entrevistou Orbán uma semana depois, sugerindo uma intervenção desencadeada por um membro do partido Tisza, aliado conservador pró-europeu.
Contexto e verificação
Várias publicações na imprensa conservadora da Polónia e no Mandiner, jornal húngaro próximo do Fidesz, reproduziram as alegações. O Cubo contactou Nawfal sem obter resposta até ao momento, e não há provas públicas de que a Meta tenha visado conteúdos do Fidesz ou de Orbán. Um porta‑voz da empresa reiterou que não existem restrições às contas do Primeiro Ministro e que as normas se aplicam a todos.
A Meta explicou que mantém a verificação de factos por terceiros fora dos Estados Unidos, incluindo Hungria e União Europeia, e que as Notas da Comunidade estão a ser testadas nos EUA antes de uma possível expansão. A empresa acrescentou que o objetivo é mitigar conteúdos nocivos sem comprometer a liberdade de expressão.
Repercussões políticas
Dávid, deputada do Tisza associada a políticas de eurodeputados, foi citado por Nawfal como alvo de uma suposta censura. Não há confirmação de que a acusação tenha suporte factual. Outras vozes associadas ao tema sugerem que a Meta pode ter políticas que permitem sinalizar conteúdos potencialmente enganosos ou odiosos, sem que haja violação das regras.
O tema emergiu num momento de acusações similares contra o Fidesz, incluindo supostas campanhas de difamação com conteúdos gerados por IA. Enquanto a Meta mantém os mecanismos de verificação, especialistas em desinformação destacam falhas na filtragem que podem permitir a disseminação de conteúdos enganosos.
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