A inundação voltou a afetar o Norte do Cáucaso, na Rússia, pela segunda vez numa semana. Em Makhachkala, a capital da República do Daguestão, os alicerces de uma casa de três andares foram arrastados e o edifício ruiu, levando as autoridades a instaurarem um regime de emergência. O motivo foi o aumento das chuvas e o transbordo do reservatório de Gedzhukh, que afetou várias áreas da região.
O incidente deixou dezenas de pessoas retidas e provocou ações de evacuação. Na aldeia de Mamedkala, a jusante da barragem, 28 casas foram afetadas e cerca de 100 habitantes foram retirados. Uma ponte na autoestrada federal perto de Mamedkala desmoronou devido ao alagamento, encerrando o trânsito em ambas as vias.
Equipes de socorro seguem o trabalho no terreno, com relatos de desalojados arrastados pela corrente. Fontes oficiais indicam que vários carros foram arrastados perto de Gedzhukh e que há procura por eventuais pessoas desaparecidas. O Ministério Público abriu processos-crime por negligência contra funcionários locais.
As cheias também causaram alagamentos em Makhachkala, Derbent, Khasavyurt e outras localidades, deixando quase 140 aldeias sem energia. Estações de tratamento de águas residuais foram encerradas e as comunicações foram afetadas. A situação levou ainda a interrupções no fornecimento de água e a reforços de monitorização sanitária.
Em Kirki, no distrito de Kaitagsky, um deslizamento destruiu uma residência e danificou outras duas, com a confirmação de uma vítima. O incidente levou a novos processos-crime por homicídio por negligência, conforme as autoridades locais.
Numa semana marcada por episódios anteriores, o Daguestão já sofrera uma inundação significativa no final de março, que deixou dezenas de milhares sem eletricidade, danificou centenas de casas e interrompeu ferrovias e vias rodoviárias. As operações de restabelecimento continuam em curso.
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