O governo dos EUA ordenou que todas as embaixadas e consulados espalhados pelo mundo lancem campanhas coordenadas contra propaganda estrangeira e utilizem a rede social X para esse combate, visto como ferramenta inovadora. A diretriz foi divulgada ao The Guardian e está assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
O documento orienta que as embaixadas colaborem com a unidade de operações psicológicas das Forças Armadas para enfrentar a desinformação. O objetivo é reagir a “esforços estrangeiros coordenados para minar os interesses americanos no exterior”.
A estratégia descreve ações para enfrentar mensagens hostis, ampliar o acesso à informação e expor o comportamento de adversários. Também prevê dar voz a comunidades locais que apoiem interesses dos EUA e promover a narrativa de “contar a história da América”.
Além disso, a diretriz recomenda recrutar influenciadores locais, académicos e líderes comunitários para disseminar contranarrativas, com o intuito de tornar mensagens financiadas pelos EUA mais locais e autênticas.
Contexto internacional
O documento surge num momento de tensões, com os Estados Unidos em guerra com o Irão e com ações de influência da Rússia e da China direcionadas a aliados em várias regiões. As ações são apresentadas como parte de uma resposta estratégica às operações de desinformação.
A orientação salienta que a plataforma X é vista como instrumento colaborativo para enfrentar a desinformação, sem comprometer a liberdade de expressão ou a privacidade. A rede, contudo, tem enfrentado escrutínio regulatório e investigações sobre IA e algoritmos.
Observação regulatória
A comunicação ocorre numa conjuntura em que a Comissão Europeia multou a X em 120 milhões de euros, sob a Lei dos Serviços Digitais, por práticas consideradas enganosas. Foram abrir investigações adicionais sobre ferramentas de IA e mecanismos de recomendação da plataforma.
Entre na conversa da comunidade