As Galerias dos Uffizi, em Florença, foram alvo de um grave ciberataque no início deste ano. A eventual transferência de joias de grande valor para o Banco de Itália foi anunciada pelo Corriere della Sera, que cita fontes não oficiais. O museu não confirmou a notícia.
O director do museu, Simone Verde, não comentou o episódio, alegando não estar disponível. O jornal indica que alguns sistemas administrativos foram atingidos pelos ataques, e que pedidos de comentário foram rejeitados pela instituição.
Detalhes do ataque e impactos no museu
Segundo o Corriere della Sera, a intrusão ocorreu no final de Janeiro ou início de Fevereiro. Hackers alegadamente acederam aos servidores do Uffizi, do Palazzo Pitti e dos Jardins Boboli, esvaziaram dados e exigiram resgate via telemóvel de Verde.
Pelas informações do jornal, as peças mais valiosas do Tesouro dos Grão-Duques, alojadas no Palazzo Pitti, foram transferidas para o Banco de Itália como medida de precaução. Também teriam sido seladas portas e saídas de emergência, para evitar danos.
Situação atual e contexto
O site oficial do Uffizi indica que, por obras de manutenção extraordinárias, o Tesouro no Palazzo Pitti ficará fechado desde 3 de Fevereiro até data indeterminada, sem pormenores adicionais. O episódio reforça a vulnerabilidade de instalações culturais italianas a incidentes digitais.
O caso ocorre num contexto de ataques a museus europeus, com o Louvre a ter passado por um incidente recente. A permanência de dados sensíveis online e o controlo de acessos continuam sob escrutínio das autoridades.
Entre na conversa da comunidade