O petróleo voltou a subir após o discurso de Donald Trump, que marcou o primeiro contacto nacional desde o início da guerra com o Irão. O presidente dos EUA indicou que os ataques contra o Irão devem continuar nas próximas duas a três semanas, alimentando receios de inflação e de abrandamento económico.
As preocupações com a continuidade do conflito repercutiram nos mercados: o petróleo Brent sob o comando de referência internacional avançou acima de 107 dólares por barril e o WTI situou-se acima de 105 dólares por barril, nos primeiros minutos de negociação europeia.
Em horário nobre, o chefe de Estado norte-americano deixou claro que os Estados Unidos vão intensificar ataques a instalações energéticas caso não haja acordo com Teerão, e indicou que os objetivos estratégicos poderão estar perto de ficar concluídos. O discurso não esclareceu um prazo para abrir o Estreito de Ormuz.
Analistas destacam a falta de detalhes práticos para encerrar as hostilidades com o Irão, o que gerou desapontamento no mercado. O foco permanece num cessar-fogo claro para reduzir interrupções no fornecimento de energia.
Às suas primeiras horas, as bolsas asiáticas reagiram com queda: o Nikkei 225 em Tóquio recuou cerca de 2%, o Kospi em Seul caiu perto de 4%, o Hang Seng em Hong Kong cedeu 1% e o Shanghai Composite caiu cerca de 0,5%.
Os futuros norte‑americanos apontavam para quedas entre 1% e 1,5% na abertura. Paralelamente, o ouro recuou cerca de 2,5% e a prata caiu mais de 5%, refletindo o rasto de risco nos ativos.
Numa noite de alterações cambiais, o dólar valorizou frente ao iene, com a cotação a subir para 159,37 ienes, enquanto o euro rondava 1,1545 dólares, abaixo de 1,1589 dólares.
Entre na conversa da comunidade