O corpo de Vigário Luís Balanta, secretário-geral do Movimento Revolucionário Pó di Terra, foi encontrado nas bolanhas de N’dam Lero, no sector de Nhacra, a cerca de 30 km de Bissau. A polícia confirmou ferimentos visíveis de agressão, bem como dois disparos de Kalashnikov. A ocorrência ocorreu numa altura em que a região tem vivido episódios de violência política.
Balanta era uma figura de relevo na sociedade civil guineense, associada ao movimento que defende vozes críticas ao poder. A descoberta do corpo ocorreu na terça-feira, num local remoto, com sinais de violência que, segundo relatos, apontam para um homicídio. A polícia indicou que o corpo apresentava ferimentos de arma branca além dos disparos.
A direcção do Movimento Revolucionário Pó di Terra ainda não se pronunciou publicamente sobre as circunstâncias do crime. As autoridades detalham que as investigações estão em curso, com diligências para identificar autores e motivações. O caso acentua a tensão entre ativistas e estruturas políticas a nível nacional.
Fechos de rádios privadas
A Junta Militar ordenou o encerramento de rádios privadas no país, alegando irregularidades no pagamento de licenças. A medida provocou reações entre funcionários de comunicação social e organizações da sociedade civil, que pedem clarificações sobre os critérios aplicados e o impacto na informação pública.
Segundo fontes próximas, as rádios afetadas continuam sem acesso a parte dos seus equipamentos e serviços. A instituição militar não forneceu um calendário para a suspensão definitiva, limitando-se a indicar a necessidade de cumprir requisitos regulatórios. O encerramento temporário de emissões aumenta a preocupação com a liberdade de imprensa no território.
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