A Comissão Europeia pediu aos Estados-Membros da UE que adoptem medidas de preparação oportunas e coordenadas para assegurar o abastecimento de petróleo, face ao aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Médio Oriente. A orientação inclui também a promoção de medidas de redução da procura.
O comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, disse que o impacto imediato na segurança de abastecimento foi contido, mas realçou a necessidade de preparar-se para uma potencial perturbação prolongada do comércio internacional de energia. A avaliação foi feita antes de uma videoconferência com os ministros da Energia da UE.
A UE coordenou, até ao momento, a libertação de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, sob a gestão da Agência Internacional de Energia. Trata-se da maior libertação deste tipo de reserva já realizada, para atenuar o impacto nos preços.
Numa carta aos Estados-Membros a que a AFP teve acesso, Jorgensen pediu maior coordenação para um planeamento eficaz da libertação das reservas. O objetivo é equilibrar procura e oferta ao longo de um período alargado, especialmente no que diz respeito ao combustível para aviões, gasóleo e ao crude para refinarias.
O comissário também apelou a que os governos considerem medidas de redução da procura, em particular no sector dos transportes, para mitigar a pressão sobre os preços. A guerra no Irão tem contribuído para a quase paralisia do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica onde passam grande parte das importações mundiais de crude.
Entre os Estados-Membros, de Espanha à Croácia, vários governos já implementam ações para conter custos energéticos, como reduções fiscais e limites aos preços dos combustíveis.
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