O Governo vai transferir 1230 milhões de euros para as unidades locais de saúde (ULS) e para os institutos portugueses de oncologia (IPO). O objetivo é regularizar dívidas com fornecedores externos que já estão há mais de 60 dias por saldar.
A medida, anunciada pelos ministérios da Saúde e das Finanças, visa assegurar a continuidade da prestação de cuidados de saúde de qualidade, bem como cumprir compromissos financeiros com fornecedores de bens e serviços para o SNS.
A aplicação do reforço financeiro será acompanhada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e pela Inspecção-Geral de Finanças, e as dívidas deverão ser pagas por ordem de antiguidade do vencimento.
Contexto financeiro recente
Em 2025, o Governo injectou cerca de 1300 milhões para o pagamento de dívidas, distribuídos em três momentos, ajudando a reduzir o atraso nos pagamentos a 60,5 milhões de euros de dívidas superiores a 90 dias no fim do ano.
Apesar disso, as contas de ULS e IPO terminaram em vermelho, com gastos operacionais de SNS a atingir 15.750,2 milhões de euros (+13%) e rendimentos operacionais de 13.064,6 milhões (+5,3%).
As perdas atingiram 2685,6 milhões de euros, aumentando face ao ano anterior. O saldo do SNS em 2025 ficou em -1035,1 milhões, segundo a execução orçamental de Dezembro. O saldo final foi de 276,3 milhões de euros.
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