O Presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu prolongar em 10 dias o prazo para o Irão reabrir o Estreito de Ormuz, alegadamente em resposta a um pedido de Teerão. A informação foi partilhada por Trump numa publicação na sua plataforma Truth.
Trump afirmou que as negociações estão a decorrer de forma positiva, contrariando interpretações negativas da comunicação social. O executivo já tinha dado ao Irão um prazo de 48 horas para reabrir a via marítima principal, sob ameaça de destruição de infraestruturas energéticas.
O enviado de Washington, Steve Witkoff, disse que existem sinais de abertura por parte do Irão para negociações que encerrem os combates, confirmando a partilha de uma lista de 15 pontos com Teerão via interlocutores paquistaneses.
Witkoff indicou que o objetivo é convencer o Irão de que este é o ponto de inflexão para evitar mais mortes e destruição. Trump, por seu lado, negou estar desesperado por acordo, afirmando que o Irão procura negociar.
Durante uma intervenção televisiva na Casa Branca, Trump alternou entre ameaças de ação militar contra o Irão e afirmações de que Teerão pode capitular, sugerindo que os EUA podem avançar com novas opções.
Trump indicou aos jornalistas que o Irão pode preferir chegar a um acordo porque tem vindo a sofrer derrotas. Em paralelo, o Presidente insinuou a possibilidade de controlarem o petróleo iraniano, comparando com ações na Venezuela.
Repercussões regionais
Yair Lapid, líder da oposição em Israel, avisou que o conflito está a custar caro às Forças de Defesa. O chefe de Estado-Maior também alertou para a necessidade de uma estratégia clara e de meios adicionais.
A Reuters destacou que entrevistas de alto nível nos EUA indicam uma posição firme do governo sobre o Irão. O Irão, segundo a agência Tasnim, terá respondido aos 15 pontos com uma nota enviada por intermediários, pedindo o fim dos ataques contra o Irão e aliados regionais.
A Tasnim também mencionou que Teerão afirma que a soberania sobre o Estreito de Ormuz deve ser respeitada e que as reparações de guerra serão discutidas, apresentando condições que excedem as propostas norte-americanas.
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