A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou nesta quarta-feira que o aumento da taxa de cesarianas nos hospitais públicos (SNS) e no privado está a ser avaliado para perceber as causas. A intervenção ocorreu em Fátima, à margem da inauguração de um centro de saúde.
Segundo a governante, o estudo vai analisar fatores clínicos e sociológicos que afirmam influenciar a decisão pela cesariana, incluindo a opção da mulher. A análise abrangerá tanto o SNS como o sector privado.
O PÚBLICO revelou que o SNS atingiu um recorde de cesarianas em 2025, com mais de 22 mil cirurgias e uma taxa de 33,2% face ao total de partos. Regiões Norte e Alentejo registaram os piores resultados.
Especialistas destacam que obesidade, gravidezes tardias e antecedentes de cesariana elevam o peso desta intervenção. O contexto de escassez de obstetras, encerramentos de urgências de obstetrícia e maior uso de médicos prestadores também contribuem para o cenário.
Portugal mantém-se entre os países da OCDE com as melhores taxas de cesarianas mais altas, situação que preocupa pela maior exposição a riscos para mães e bebés. A OMS recomenda manter a taxa abaixo de 20%, meta com cada vez menos alinhamento no país.
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