Donald Trump avisou que, se o Irão não aceitar um acordo de paz, os EUA vão intensificar a pressão militar. A Casa Branca declarou que Teerão está a ser derrotado e pode enfrentar o que descrevem como uma resposta de maior intensidade.
Os EUA afirmaram ainda que as negociações de paz permanecem em curso, apesar de a imprensa iraniana ter noticiado a rejeição ao plano de Washington para acabar com a guerra. Diz-se que existem elementos de verdade no plano de 15 pontos apresentado pelos EUA.
As informações indicam que o Irão rejeitou a proposta norte-americana destinada a suspender a guerra. Em resposta, o Irão intensificou ataques contra Israel e países do Golfo, segundo a imprensa estatal iraniana.
A contraproposta iraniana e o papel dos mediadores
A imprensa paquistanesa descreveu um plano iraniano de cinco pontos, que prevê aliviar sanções, avançar com o programa nuclear sob supervisão, limitar mísseis, e abrir o Estreito de Ormuz, com garantias de proteção ao trânsito de petróleo.
Um funcionário egípcio envolvido na mediação classificou o acordo como abrangente, incluindo restrições ao apoio iraniano a grupos armados. Mediadores sugerem encontros presenciais entre as partes, possivelmente já na sexta-feira, no Paquistão.
Trump indicou que as negociações envolvem várias pessoas, entre as quais o enviado especial Steve Witkoff, o genro Jared Kushner, o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-presidente JD Vance. Não confirmou contactos com representantes iranianos.
Os EUA indicaram ainda que o Irão, por seu lado, manifestou interesse em concluir um acordo, embora as autoridades iranianas tenham dito que a decisão final cabe ao Irão, não ao timing definido por Washington.
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