Sete cães desaparecidos na China percorreram 17 quilómetros até regressarem sozinhos aos donos, liderados por um corgi. O episódio ocorreu na província de Jilin, no nordeste do país, na semana passada e tornou-se viral via vídeo com milhões de visualizações.
As imagens de câmaras de vigilância mostram o grupo a manter-se unido ao longo da viagem, mesmo sem conhecerem o trajeto. No regresso, os animais chegaram a casa com ferimentos graves nas patas e apresentavam sinais de exaustão extrema.
Contexto e reações
Uma das proprietárias, de Changchun, relatou o desaparecimento à imprensa local. Voluntários chegaram a considerar a hipótese de rapto por parte de pessoas ligadas a mercados de carne de cão, prática ainda presente em algumas regiões, apesar de estar a diminuir.
A divulgação online gerou extensa discussão nas redes sociais, com activistas a questionarem a origem de carne vendida nesses mercados. O Ministério da Agricultura chinês reclassificou os cães como animais de companhia em 2020, retirando-os da lista de gado, mas persiste a ausência de uma lei nacional que proíba o consumo ou criminalize maus-tratos e tráfico de animais domésticos.
Atualmente, os sete cães permanecem sob a guarda de três famílias, que colaboraram com as autoridades para o cuidado médico e a recuperação dos animais.
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