A Comissão Europeia adiou a apresentação da proposta para proibir de forma permanente as importações de petróleo russo. A decisão surge num contexto de subida dos preços do crude, impulsionada pela incerteza no Médio Oriente, que afeta os mercados energéticos. O objetivo é evitar veto futuro, mas a medida fica em suspenso por agora.
A antecipação da proposta, integrada no plano REPowerEU, estava prevista para 15 de abril, mas essa data foi retirada do calendário. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen disse apenas que não há nova data prevista, mantendo o compromisso de apresentar o texto.
O adiamento acompanha o impasse com a Hungria e a Eslováquia, os únicos Estados-Membros a ainda comprar petróleo russo, devido ao oleoduto Druzhba. As duas nações já apresentaram ações judiciais contra novas sanções, em reação a eventuais mudanças legais.
A UE já proibiu o gás russo no âmbito do REPowerEU, com GNL proibido até ao fim de 2026 e gás canalizado até 2027. Contudo, o petróleo continua sob sanções condicionadas a uma derrogação para Hungria e Eslováquia, em vigor há anos.
A Comissão sublinha que o atraso não significa recuo político. A instituição mantém a posição de apresentar a proposta, defendendo que a proibição permanente reduz vulnerabilidades energéticas e evita lacunas legais. Ursula von der Leyen é citada na argumentação interna.
Bruxelas observa que a mudança para uma proibição permanente poderia evitar futuros vetos, fortalecendo a integração energética europeia. O tema continua ligado à disputa sobre Druzhba, que envolve Kiev e as capitals húngara e eslovaca.
As disputas sobre Druzhba envolvem ainda financiamento para a Ucrânia, com um empréstimo de até 90 mil milhões de euros em debate. Budapeste e Bratislava afirmam que questões políticas levaram ao encerramento do oleoduto, antes das eleições locais, ampliando a tensão entre aliados da UE.
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