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Mísseis iranianos alertam a Europa: Teerão pode mirar capitais europeias

Mísseis iranianos com alcance estimado até quatro mil quilómetros levantam a hipótese de ataques a capitais europeias, incluindo Londres, apesar do risco ser considerado baixo

Bandeira do Irão
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Dois mísseis lançados pelo Irão na sexta-feira, visando Diego Garcia, falharam parcialmente: um não conseguiu sair e o outro foi intercetado. O emblema do incidente, descrito pelo ministro britânico da Defesa, aponta para um alcance de cerca de três mil quilómetros para o míssil bem-sucedido, levantando questões sobre a possibilidade de alvos europeus relevantes, incluindo capitais, estarem dentro do raio de ação. O local do ataque fica a aproximadamente quatro mil quilómetros do Irão.

A operação ocorreu num contexto de vigilância estreita por parte dos EUA e do Reino Unido. A Força Espacial dos EUA, com base em Buckley, no Colorado, dispõe de sistemas para monitorizar trajetórias de mísseis em tempo real, apoiados por redes de satélites e radares terrestres.

Alcance dos mísseis e alegações do Irão

O Irão tem vindo a assegurar limitações de alcance para os seus mísseis, até dois mil quilómetros, embora autoridades estrangeiras coloquem o potencial muito acima dessa linha. Investigações apontam para a existência de mísseis com alcance até quatro mil quilómetros, o que expande o cenário de possível ataque a parte da Europa continental.

Os especialistas apontam que o programa de mísseis de médio alcance já existia antes de confrontos recentes e pode cumprir objetivos estratégicos noutros domínios, incluindo o espaço, conforme análises de especialistas em defesa.

Implicações para a Europa e defesa

Caso o Irã aumente o alcance de modo sustentável, Londres poderia estar, em teoria, dentro do raio de ataque. Contudo, avaliadores reiteram que, mesmo com alcance ampliado, a precisão e a viabilidade operacional a longas distâncias permanecem questões críticas. A defesa europeia tem bases de interceção em outros espaços geográficos, mas a proteção específica contra mísseis balísticos na região varia entre países.

As autoridades ocidentais mantêm a monitorização das trajetórias de mísseis, com foco em reduzir riscos. Observadores apontam que a capacidade de detectar e responder a um eventual lançamento depende de sistemas de alerta precoce e de coordenação entre aliados, sem que haja consenso sobre a probabilidade de ataques diretos.

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