Mariana Fonseca, ex-enfermeira de 29 anos, ficou em prisão em Tires, Cascais, após ser deportada da Indonésia. A condenação aponta para 23 anos de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves, ocorrida no Algarve em março de 2020.
A fuga de seis meses terminou com a detenção pela Interpol em Jacarta, no início deste mês, ao abrigo de um mandado internacional. A alegação de estar legal na Indonésia, com visto de nómada digital, ficou sem validade após a deportação.
Fonseca foi entregue a inspetores da Polícia Judiciária no aeroporto de Jacarta e seguiu para Lisboa, com escala em Singapura, para cumprir a pena em Portugal.
Diogo Gonçalves foi assassinado e desmembrado por Mariana Fonseca e Maria Malveiro, que planeavam ficar com cerca de 70 mil euros da indemnização recebida pela vítima após um atropelamento mortal da mãe.
Maria Malveiro recebeu 25 anos de cárcere e cometeu suicídio na cadeia de Tires. Fonseca já tinha sido absolvida no Tribunal de Portimão, depois condenada pelo Tribunal da Relação de Évora, para fixar 23 anos no Supremo.
A condenação transitou em julgado há seis meses, período em que Fonseca encontrava-se em fuga, antes da detenção pela Interpol e subsequente deportação.
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