O conteúdo da decisão sobre compensação financeira a vítimas de abuso sexual na Igreja Católica em Portugal está a ser comunicado às pessoas afetadas. A Igreja iniciou contactos telefónicos com vítimas consideradas não elegíveis para receberem compensação, informou a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
A CEP explicou que, nalguns casos de não elegibilidade, há contatualização prévia por telefone para ouvir e acolher as vítimas. Ao mesmo tempo, assegurou que todas as pessoas que apresentaram pedido serão notificadas da decisão, positiva ou negativa.
Este processo envolve questões sensíveis e mantém a confidencialidade do procedimento, evitando pormenores que possam violar a privacidade. A CEP afirma que não haverá divulgações adicionais públicas.
Até ao final de 2025, segundo comunicado divulgado no início de 2026, foram recebidos 95 pedidos. Desses, 84 passaram para a análise da Comissão de Fixação da Compensação após entrevistas realizadas pelas Comissões de Instrução.
A Igreja informou ainda ter já definido os montantes de compensação a atribuir. Em fevereiro, numa assembleia plenária extraordinária, com a presença do Núncio Apostólico, os bispos aprovaram os valores baseados nos pareceres da Comissão de Fixação da Compensação.
Compensações e próximos passos
No próximo mês de abril, a CEP vai analisar a continuidade do Grupo Vita em nova sessão plenária, conforme anunciado em janeiro. O objetivo é determinar o caminho seguinte da avaliação e apoio às vítimas envolvidas.
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