Israel e Irão voltaram a protagonizar ataques aéreos na madrugada de sexta-feira, numa escalada que acompanha o Ano Novo Persa. O choque acontece num contexto de guerra regional que já abala os mercados de energia globais.
Relatos de ativistas em Teerão referem ataques simultâneos com explosões, enquanto em Jerusalém Oriental também se ouviram estrondos. Sirenes ecoaram numa área vasta do Norte de Israel, desde Haifa até à Galileia e à fronteira com o Líbano.
Forças israelitas indicaram quatro salvas de mísseis, num dia com vários lançamentos reportados. O Irã terá respondido com ataques a alvos no Golfo, incluindo uma refinaria de petróleo no Kuwait e uma instalação de GNL no Qatar.
Contexto regional e impactos
A ofensiva surge depois de Israel ter suspendido um ataque a um campo de gás iraniano, promessa que desembocou numa escalada iraniana a instalações de petróleo e gás no Golfo. Ao mesmo tempo, o Irão incendiou refinarias no Kuwait e atingiu infraestruturas no Qatar, com consequências para o fornecimento energético.
Na Arábia Saudita, uma refinaria SAMREF em Yanbu foi atingida, enquanto fortes explosões abalaram Dubai, onde defesas aéreas impediram disparos sobre a cidade durante as celebrações do Eid al-Fitr, término do Ramadão. Milhões de iranianos celebraram Nowruz, o Ano Novo Persa, em casa.
O episódio político entre Washington e Telavive também está no centro das atenções. Netanyahu disse ter agido a pedido de Donald Trump ao suspender ataques a um campo de gás iraniano. Trump questionou publicamente a cooperação, dizendo que não aprovava o ataque.
Netanyahu insistiu, numa declaração televisiva, que Israel atuou sozinho, assegurando que o Irão já não tem capacidade para enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos. Contudo, o alinhamento entre os dois aliados permanece sob escrutínio.
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