O CREA (Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo) revela que a Rússia arrecadou 7,7 mil milhões de euros com exportações de combustíveis fósseis nos 15 dias iniciais de março, depois do início do conflito no Médio Oriente. Os dados indicam um aumento face a fevereiro, impulsionado pela subida dos preços mundiais do petróleo.
A subida do petróleo, associada à interrupção do transporte via o Estreito de Ormuz, favoreceu os ganhos russos. Entre 1 e 15 de março, a receita diária ficou em cerca de 513 milhões de euros, frente a 472 milhões de euros em fevereiro.
A volatilidade dos mercados foi agravada por decisões dos EUA de aliviar temporariamente sanções ao petróleo russo já em mar, para evitar perturbações nos preços globais. Analistas apontam que, apesar da moratória, a maior fatia de receitas russo provém de exportações de petróleo para a Índia e a China.
Contexto económico
Entre 1 e 15 de março, a Índia comprou cerca de 1,3 mil milhões de euros em combustíveis fósseis russos, com uma média diária de 89 milhões de euros, superando fevereiro. A China también participa de forma relevante, elevando a procura externa.
Reações políticas
Líderes da UE reiteraram sanções rigorosas contra Moscovo, destacando a necessidade de manter pressão económica. A título de exceção, alguns países defendem flexibilizar medidas para evitar choques energéticos, gerando debate entre os aliados ocidentais.
Perspetivas e impacto
Os preços de referência da energia, incluindo o petróleo Brent, ultrapassaram os 119 dólares por barril após os ataques entre EUA e aliados contra o Irão. Analistas sinalizam que o aumento dos preços pode sustentar receitas de exportadores, ainda que permaneçam incertezas geopolíticas.
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