O Governo do Japão reativou esta quinta-feira uma linha de subsídios aos combustíveis para conter o preço da gasolina, que atingiu 190,8 ienes por litro (1,04 euros) na segunda-feira. O objetivo é manter o preço ao público em torno de 170 ienes (0,93 euros) por litro, reduzindo o impacto da subida dos preços do petróleo associada ao conflito no Médio Oriente.
A medida surge após o reagendamento de subsídios, suspensos no final de 2025 com a abolição do imposto sobre os combustíveis. O Governo, através do porta-voz Minoru Kihara, afirmou que o programa será refletido nos preços de venda ao público dentro de duas semanas. A estimativa de custo mensal, caso o preço chegue a 200 ienes por litro, é de cerca de 300 mil milhões de ienes (1,64 mil milhões de euros).
O Fibonacci de contexto económico inclui a elevação do petróleo Brent, que subiu 5% para 112,7 dólares por barril. Este movimento acompanha uma incerteza crescente quanto ao conflito entre EUA e Israel, o Irão e a situação no Estreito de Ormuz, um corredor estratégico para o Japão, que importa grande parte do crude.
O Japão também anunciou a libertação das reservas estratégicas de petróleo, iniciando uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE). Em março, a AIE e os 32 países membros aprovaram o desbloqueio de 400 milhões de barris para mitigar a escalada dos preços. A operação representa o maior desbloqueio já executado pela instituição.
No âmbito nacional, o Governo reduziu o nível de reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, libertando volumes que correspondem a 15 dias de consumo. A possibilidade de libertar também stock estatal, somando um mês de consumo, foi mencionada pela primeira-ministra Sanae Takaichi e pode realizar-se no final de março.
Estima-se que, em dezembro, as reservas estratégicas do Japão, englobando setores estatais e privados, correspondiam a mais de 400 milhões de barris, cobrindo cerca de 254 dias de consumo doméstico. A abordagem integrada entre subsídios, libertação de reservas e monitorização de preço visa mitigar impactos inflacionários decorrentes da volatilidade do crude.
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