O Conselho Europeu reuniu-se hoje em Bruxelas para discutir formas de mitigar os impactos da escalada militar no Médio Oriente nos mercados de energia da UE. O objetivo é manter o abastecimento seguro e reduzir a pressão sobre as faturas dos consumidores.
Este é o primeiro encontro presencial de alto nível desde os ataques entre Israel, Estados Unidos e Irão no final de fevereiro, que elevou a volatilidade dos preços do petróleo e do gás. O tema central é, portanto, a energia na UE.
O início da reunião está marcado para as 09h00 (Lisboa). Entre as prioridades está a resposta imediata aos aumentos de preços e a garantia de que a Europa não fica sem energia.
Medidas em debate
Segundo o debate, podem prosperar medidas como a redução de impostos e encargos na fatura de energia, apoio aos consumidores vulneráveis e às indústrias intensivas, bem como ajustes ao mercado de carbono a médio prazo.
Numa carta aos dirigentes da UE, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs ações urgentes: libertar reservas estratégicas de petróleo, coordenar a navegação no Estreito de Ormuz e diversificar os fornecedores para evitar dependência.
A responsável defende também contratos de eletricidade a longo prazo e investimentos acelerados em energias renováveis, com especial foco na descarbonização industrial e na manutenção de centrais nucleares de baixo carbono.
Perspetivas e próximos passos
Os confrontos recentes já provocaram interrupções no tráfego de petróleo por Estreito de Ormuz, elevando a instabilidade da oferta e os preços globais. O bloco discute ainda o bloqueio húngaro a um empréstimo da UE à Ucrânia de 90 mil milhões de euros.
Outros temas em agenda incluem o próximo orçamento comunitário de longo prazo, bem como questões de segurança, defesa e migração. O encontro também envolve a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, em almoço de trabalho.
Portugal será representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
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