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Veto de Orbán, guerra no Irão e preços da energia marcam cimeira da UE

Cimeira da UE encara veto húngaro ao empréstimo à Ucrânia, energia cara e crise no Médio Oriente, com resolução improvável antes das eleições

Emmanuel Macron e Viktor Orban.
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A cimeira da União Europeia, marcada para quinta-feira, vai enfrentar o veto da Hungria a um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, num contexto de guerra no Médio Oriente e de preços elevados da energia. O objetivo é manter o apoio a Kiev e debater o orçamento de sete anos.

Os 27 líderes chegam a Bruxelas com a decisão de Viktor Orbán a dominar as atenções. Em dezembro, a Hungria e dois embaixadores dissidentes retiraram-se do empréstimo conjunto, permitindo aos restantes 24 avançar. Em fevereiro, porém, Orbán vetou o acordo.

Mudança de tema: Médio Oriente e energia

A cimeira analisa também a escalada no Irão e as implicações para a estabilidade global da energia. O Presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz, o que elevou o preço do petróleo acima de 100 dólares por barril.

O tema tem provocado reacções na UE, com países como a França a indicar que não participarão em operações militares para abrir o estreito, limitando-se a responsabilidades de escolta. A reunião deverá discutir soluções diplomáticas para manter a liberdade de navegação.

Discussão económica e ambiental

No eixo económico, o debate recai sobre a competitividade da UE face aos EUA e à China. Os líderes tentam chegar a uma posição sobre o Sistema de Comércio de Licenças de Emissão (ETS), cujo apoio diverge entre Estados-membros.

Ursula von der Leyen defendeu fortalecer o ETS como ferramenta de longo prazo para reduzir emissões e incentivar investimentos, ao mesmo tempo em que se prometem medidas para mitigar custos energéticos de curto prazo.

Perspectivas e fontes

Zelenskyy participou por videoconferência na tentativa de reduzir o veto húngaro, após aceitar uma inspeção externa ao oleoduto Druzhba, danificado por um ataque de drone no fim de janeiro. A conclusão dessa inspeção poderá influenciar a posição de Orbán.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, juntará-se ao debate para discutir caminhos diplomáticos. A previsão é de que a resolução sobre o empréstimo não ocorra antes das eleições húngaras de 12 de abril.

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