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Registos de abusos nos pedidos de apoio por mau tempo

Ministério admite abusos em pedidos de apoio à reconstrução após as tempestades; 26 mil pedidos, 150 milhões de euros, com indeferimentos relevantes

Ministro Castro Almeida
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O ministro da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou hoje que é relevante o número de pedidos de apoios indeferidos para a reconstrução de habitações afetadas pelas tempestades que atingiram principalmente o Centro do país. Refiriu ainda que têm existido alguns abusos nos pedidos.

Durante uma audiência no parlamento, o titular da pasta rejeitou atirar culpas para os autarcas pelos atrasos nos apoios, mas admitiu problemas que atrasam os pagamentos, incluindo abusos detectados nos requerimentos.

No que diz respeito aos apoios para habitações, Castro Almeida revelou que foram solicitados por 26 mil famílias, num total de 150 milhões de euros. Segundo o ministro, muitos pedidos serão recusados, não havendo garantia de pagamento para todas as candidaturas.

Foram apresentadas situações em que marido e mulher pedem apoio para a mesma casa ou condóminos para o mesmo telhado, o que, segundo o governante, não pode ser pago. A recuperação de várias habitações está em curso.

Apoio a empresas e montante global

O governo indicou que estão contratados, ou em fase de contratação, apoios para 5500 empresas, num valor total de 1222 milhões de euros. O objetivo é apoiar a retoma económica após os danos causados pelas depressões.

Entre os dados oficiais, pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro devido às tempestades Kristin, Leonardo e Marta. Haveram centenas de feridos, desalojados e deslocados, com prejuízos económicos significativos.

Impacto e áreas mais afetadas

Os temporais, que duraram cerca de três semanas, provocaram destruição de habitações, empresas e infraestruturas em várias regiões. As zonas Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas, com cortes de energia e serviços.

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