Kenneth Windley esteve detido desde 2007, após ser acusado de roubar cerca de 542 dólares (470 euros) em Brooklyn, Nova Iorque. O caso chegou a julgamento em 2007, resultando numa condenação que o manteve encarcerado por quase duas décadas.
Nesta quinta-feira, o arguido de 61 anos foi libertado após um juiz anular a condenação e arquivar o processo na íntegra, a pedido de procuradores e da defesa. Novas provas, incluindo confissões de dois homens já condenados por crimes semelhantes, sustentam a alegação de inocência de Windley, segundo a Associated Press.
O crime ocorreu em 2005, quando Windley comprou um vale para a mãe com dinheiro debaixo de um casal de conhecidos que asseguraram que o vale era válido, embora não o pudessem utilizar. A vítima, uma mulher de 70 anos, foi seguida até casa pelos dois ladrões, que lhe roubaram o vale, dinheiro e uma caderneta bancária.
Desde o início, Windley sustentou que não tinha envolvimento no assalto. O Ministério Público descreveu as novas declarações como convincentes e indicou que o caso não deveria ter avançado com as provas disponíveis na altura. O procurador-chefe de Brooklyn, Eric Gonzalez, reconheceu o erro e pediu publicamente desculpas a Windley.
Windley afirmou não nutrir rancor e pretende seguir em frente após a libertação. A defesa qualificou o desfecho como um ato de justiça, enquanto o Ministério Público destacou que as novas evidências foram cruciais para a decisão de arquivar o caso. A Associated Press baseia-se nesta atualização para o decorrer do processo.
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