O Ministério da Saúde publicou hoje um despacho da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) que integra doze Unidades Locais de Saúde (ULS) num projeto de vigilância da gravidez de baixo risco, por Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO). O objetivo é assegurar acompanhamento quando não existe médico de família disponível.
O projeto pretende reforçar a acessibilidade e a equidade na vigilância da gravidez, promovendo continuidade dos cuidados no período gravídico e no puerpério, com base em orientações clínicas atualizadas. O foco é garantir cuidados de qualidade e segurança, com trabalho em equipa de saúde familiar.
Quem está envolvido
As ULS integradas são Arrábida, Arco Ribeirinho, Almada-Seixal, Amadora/Sintra, Estuário do Tejo, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Oeste, São José, Santa Maria, Alto Alentejo e Algarve. O objetivo é apoiar grávidas sem médico de família em zonas de baixa cobertura.
Composição da comissão de acompanhamento
O despacho estabelece uma Comissão de Acompanhamento, com um representante da estrutura, um elemento de cada ULS do projeto, mais membros da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, e dois membros nomeados pela Ordem dos Médicos e pela Ordem dos Enfermeiros. Francisco Lucas Maria de Matos é o representante da DE-SNS.
Cronograma de atendimento
As mulheres que planeiam engravidar devem ter consulta pré-concecional no prazo máximo de 90 dias após a solicitação. Se não houver disponibilidade com médico de família, a consulta é realizada por EEESMO. A primeira consulta de vigilância da gravidez deve ocorrer até às 9 semanas e 6 dias de gestação, com avaliação inicial de risco realizada pelo EEESMO quando necessário.
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