Nos últimos dois anos, a Polícia Judiciária (PJ) abriu quase 1.400 inquéritos por extorsão sexual em Portugal, revelou Nuno Miguel, diretor do Departamento de Investigação Criminal da PJ. A maioria das vítimas é masculina, com incidência marcada entre os 18 e os 35 anos.
A prática envolve ameaças de divulgação de material íntimo ou sexual obtido sem consentimento, com pedidos de dinheiro ou favores. Em alguns casos, os criminosos aproveitam vulnerabilidades em dispositivos eletrónicos para aceder a câmaras, microfones ou registos de teclas.
Entre as vítimas, existem menores de idade, o que aumenta a preocupação das autoridades. O esforço policial inclui sensibilização em escolas e campanhas de prevenção contínuas para reduzir a partilha de conteúdo sensível.
Quebra de silêncio e apoio às vítimas
A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) também regista aumento de casos e aconselha não ceder às ameaças, guardar provas e procurar apoio jurídico e psicológico. A campanha educativa envolve instruções para denunciar e emergir da situação com segurança.
A PJ tem vindo a reforçar a formação de equipas especializadas e a cooperação com organizações da sociedade civil para melhorar a resposta às vítimas. O objetivo é interromper a cadeia de extorsão e remover conteúdos promovidos por criminosos.
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