A mortalidade infantil na Unidade Local de Saúde (ULS) do Litoral Alentejano foi a mais elevada entre as 39 ULS do país, com 5,5 óbitos por 1000 nados-vivos entre 2022 e 2024. O valor supera quase o dobro da média nacional, que se situou em 2,8.
Outras ULS registaram taxas altas, nomeadamente Arco Ribeirinho e Almada-Seixal, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS). A comparação entre unidades aponta para uma concentração regional de mortalidade infantil.
Para o presidente do colégio de pediatria da Ordem dos Médicos, Ricardo Jorge da Costa, as regiões com maiores fluxos migratórios concentram muitas mães imigrantes. A explicação apontada é que muitas gestantes recorrem aos cuidados de saúde em fases mais tardias.
Causas e perspetivas
Apenas a vigilância neonatal tardia foi indicada como possível fator contributivo, associada a preocupações com acessibilidade e continuidade de cuidados no seio de populações migrantes. A DGS destaca a necessidade de reforçar a vigilância e o acompanhamento pré e pós-natal nessas regiões.
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