A ilha de Kharg, crucial para as exportações de crude do Irão, foi alvo de ataques norte-americanos na sexta-feira. O presidente Donald Trump afirmou ter destruído alvos militares na ilha, mas que não derrubaria infraestruturas petrolíferas. Não houve danos anunciados às instalações.
As autoridades iranianas reportaram 15 ataques contra defesas, a base naval Joshan, a torre de controlo do aeroporto e o hangar da Continental Shelf Oil Company. Kharg abriga o maior terminal de exportação do Irão, respondendo por cerca de 90% das exportações de crude, segundo JP Morgan.
A ilha, situada no norte do Golfo, a 30 km da costa e quase 500 km do Estreito de Ormuz, tem 24 km². Mantém-se como pilar económico para os Guardas da Revolução, e continua a ser a principal via de saída de petróleo do Irão, apesar do aumento de diversificação.
Contexto
Analistas consideram improvável uma incursão terrestre em Kharg, dada a geografia da ilha, com infraestruturas petrolíferas, oleodutos e reservatórios. As autoridades iranianas prometeram retaliação caso haja ataques a infraestruturas petrolíferas.
O Irão, quarto produtor da OPEP, indicou que qualquer ataque às suas infraestruturas seria respondido. Além disso, houve relatos de um incêndio perto do porto de Fujairah, atribuído a destroços de um drone abatido, segundo a AFP e a AP.
A crise atual no Médio Oriente intensificou-se com uma ofensiva norte-americana e israelita a partir de 28 de fevereiro. O conflito já provocou milhares de mortos, maioritariamente iranianos, e elevou o preço do crude acima de 100 dólares o barril.
Desdobramentos
Fontes internacionais apontam para tensões continuadas entre Irão e aliados ocidentais. Em Kharg, a dinâmica de ataques e retaliações pode influenciar padrões de exportação e rotas de navegação no Golfo. O governo iraniano reforça mensagens de defesa de infraestruturas estratégicas.
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