Na segunda semana consecutiva, os preços dos combustíveis sobem novamente, pressionados pela crise no Médio Oriente. O gasóleo deverá aumentar cerca de 10 cêntimos na segunda-feira, enquanto a gasolina pode subir 10,3 cêntimos. Os valores variam conforme a região e o posto.
A ANAREC informou à Lusa que, a partir de segunda-feira, o preço médio da gasolina simples 95 ficará em 1,883 euros por litro, e o gasóleo simples em 1,937 euros por litro, segundo dados da DGEG.
Na semana de 16 a 22 de março, as estimativas indicam gasóleo a 1,96 euros e gasolina a perto de 1,94 euros por litro, mantendo a tendência de subida no curto prazo.
Em alguns postos, o gasóleo poderá ultrapassar os 2,00 euros por litro, mas os preços finais diferem por região e rede de abastecimento.
Na última semana, o gasóleo subiu 19 cêntimos por litro e a gasolina aumentou 7 cêntimos, de acordo com o Contas Poupança. O ganho acumulado já supera 27 cêntimos para o gasóleo e 15,5 cêntimos para a gasolina.
Com o aumento, o custo de um depósito de 50 litros pode subir cerca de 10 euros, o que representa uma despesa mensal adicional para muitas famílias.
Governo mantêm o desconto no ISP, para suavizar o impacto. O ministro das Finanças indicou que o apoio extraordinário continua, embora o efeito dependa da evolução dos preços.
Caso os aumentos se mantenham, o governo poderá intervir com novas medidas fiscais. O ministro da Economia afirmou que, por agora, não estão previstas novas ações, mas não excluiu novas portarias caso persista a volatilidade.
A APED pediu uma redução temporária de impostos sobre combustíveis, defendendo que a carga fiscal está acima da média europeia. A entidade sustenta que apenas cortes temporários podem proteger as famílias e a atividade económica.
A ANAREC não antecipa encerramentos generalizados de postos a curto prazo, sinalizando, contudo, maior pressão económica em zonas de menor volume. A associação pede neutralidade fiscal para evitar aumentos automáticos da receita do Estado em contextos de volatilidade.
A Agência Internacional de Energia referiu a libertação de 400 milhões de barris de reservas para atenuar o choque, um movimento alinhado com o combate à volatilidade dos preços a nível global.
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