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René Redzepi abandona Noma após acusações de abuso e agressão

René Redzepi deixa o Noma após admitir abusos; o pop-up de Los Angeles segue sem a sua participação, mantendo a equipa atual.

ARQUIVO: Fotografia de 29 de abril de 2013 mostra o chef dinamarquês Rene Redzepi em Londres, a 13 de abril de 2013
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René Redzepi, cofundador do restaurante Noma, deixou a empresa após admitir mau-tratos e agressões a funcionários ao longo de vários anos. A decisão acontece depois de patrocinadores corporativos retirarem o apoio ao pop-up Noma em Los Angeles, aberto na quarta-feira. O custo de uma refeição em LA ronda os 1 500 euros.

Redzepi afirmou, numa publicação no Instagram, ter decidido afastar-se após mais de duas décadas à frente do restaurante. Disse ainda procurar ser um líder melhor e admitiu que as mudanças ocorridas não reparam o passado. Detalhou que não conseguiu lidar com a pressão.

O chef pediu desculpas à equipa, reconhecendo que alguns erros passados foram graves. Anunciou que o projeto de Los Angeles prossegue sem a sua participação e elogiou a equipa atual, a qual descreveu como a mais forte de sempre.

Histórico de denúncias

No mês anterior, Jason Ignacio White, antigo responsável pelo laboratório de fermentação, começou a publicar relatos de abusos que testemunhou no Noma. Partilhou mensagens recebidas de outros ex-funcionários.

White descreveu o Noma como uma cultura de medo, abuso e exploração, destacando episódios considerados recorrentes por trabalhadores. Os relatos geraram protestos online e abertura de críticas ao espaço.

A imprensa internacional trouxe novas informações, incluindo uma extensa reportagem do New York Times com testemunhos de maus-tratos, incluindo socos e humilhações públicas, no restaurante dinamarquês.

Redzepi tem sido associado a relatos de maus-tratos e ao uso de estágios não remunerados para assegurar o funcionamento do restaurante, que já liderou a lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo várias vezes.

Ativistas em Los Angeles anunciaram protestos contínuos por salários justos e condições de vida compatíveis com o custo de vida, sublinhando que relatos de abusos no Noma são conhecidos há anos no sector.

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