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Grammarly e Superhuman usam nomes de autores sem autorização

Grammarly usa nomes de especialistas sem autorização na função “Expert Review” do Superhuman, suscitando críticas sobre consentimento e precisão.

O serviço Superhuman da Grammarly, que recorre à IA para gerir e redigir *emails*, está a usar editores virtuais baseados em pessoas reais
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A Grammarly encontrou controvérsia por uma funcionalidade de IA que recorre aos nomes de especialistas para sugerir alterações de escrita, sem autorização prévia. A ferramenta em causa integra o serviço Superhuman, adquirido pela Grammarly, e veio a público com a designação Expert Review.

Entre os nomes mencionados estão o escritor Stephen King, o editor-chefe do The Verge, Nilay Patel, e o astrónomo Carl Sagan. O objetivo alegado é que as sugestões reflitam o estilo ou a abordagem editorial dessas personalidades.

Segundo a The Verge, a ferramenta analisa textos e apresenta recomendações atribuídas aos autores mencionados. Na prática, o sistema é treinado com conteúdos públicos para tentar reproduzir características associadas às suas formas de escrever.

Alguns visados afirmaram não ter sido informados da utilização dos seus nomes. Nilay Patel expressou desagrado pela associação sem autorização e questionou a forma como as sugestões são apresentadas aos utilizadores.

Para além da questão do consentimento, críticos apontam problemas de precisão. Em vários casos, as recomendações não correspondem ao estilo ou às práticas editoriais habituais dos autores.

A Grammarly sustenta que o sistema se baseia apenas em trabalhos publicados e disponíveis publicamente. A empresa afirma não existir relação oficial com as personalidades mencionadas, com avisos de isenção incluídos na funcionalidade.

O artigo indica ainda que a informação sobre o uso de nomes e as opções de exclusão não eram evidentes na plataforma inicialmente. O caso volta a colocar em discussão a forma como IA utiliza conteúdos públicos e identidades reconhecidas no desenvolvimento de novas ferramentas.

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