Jeffrey Epstein acompanhou de perto a queda de Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes de Hollywood, em 2017. Weinstein foi acusado de abuso sexual por várias mulheres, entre elas Ashley Judd, Mira Sorvino, Rose McGowan, Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, em um escândalo que impulsionou o movimento MeToo.
Entre os ficheiros do Departamento de Justiça dos EUA tornados públicos, Epstein destacou-se pela sua relação com o MeToo. Em dezembro de 2018, escreveu para um destinatário não identificado que muitos envolvidos no movimento o contactavam para saber quando acabaria aquilo e pediam conselhos.
Epstein e a sua assessora Peggy Siegal mostraram-se impressionados com a rapidez com que o MeToo desfez a reputação de figuras como Charlie Rose, Harvey Weinstein, Brett Ratner ou Louis CK. Em mensagens, Epstein sugeriu que a situação melhorava para ele, e Siegal aconselhou doações a causas feministas.
A amizade entre Epstein e Weinstein durou décadas, com encontros públicos, incluindo o aniversário de 18 anos da princesa Beatrice, em 2006, na Inglaterra. Um incidente em Paris levantou dúvidas sobre o fim da relação. Segundo um advogado de vítimas, Weinstein terá tentado iniciar um comportamento inadequado com uma das jovens a trabalhar para Epstein, levando à expulsão por parte de Epstein após a recusa.
Arrancaram as buscas ao ‘Rancho Playboy’
As autoridades do Novo México anunciaram o início de buscas no Zorro Ranch, conhecido como o Rancho Playboy, que pertenceu a Epstein. As investigações são baseadas em novas informações divulgadas pelo Departamento de Justiça, incluindo uma denúncia de que Epstein ordenou o enterro de corpos de duas raparigas em colinas próximas à propriedade remota, com buscas a serem efetuadas com cães.
No mês anterior, o estado tornou-se o primeiro a criar uma comissão da verdade para investigar alegadas corrupções públicas que teriam permitido que Epstein operasse no rancho durante 26 anos, até à sua morte, em Nova Iorque, em 2019.
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